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20/04/2017    Fonte: A Folha / Não-Me-Toque  
ESPORTES
Os desafios de ensinar futebol aos indianos

O treinador de futebol não-me-toquense, Elton Petry, vive um dos maiores desafios na sua vida profissional. Convidado a trabalhar na Índia, país que não tem tradição no esporte com a missão de ensinar técnica e, também, o gosto por este esporte mundial. Há um mês na Ásia, Elton conversou através do facebook com a reportagem do Jornal A Folha. Ele comentou suas primeiras impressões e desafios. Com fuso horário de oito horas e meia à frente do Brasil, está vivendo em Mumbai, considerada a capital financeira da Índia, com população de mais de 18 milhões de pessoas.

Elton Petry está atuando como treinador de um dos três clubes de futebol da cidade que disputam a Liga Indiana. Mas o esporte preferido dos indianos ainda está longe de ser futebol. A preferência nacional na cultura esportiva da Índia - influenciada devido à colonização inglesa - tem ampla maioria de adeptos e profissionalização no críquete, hóquei em campo e no tênis.

- O esporte preferido na Índia é o criquet. Assim como no Brasil, quando nasce um menino é dado a ele uma bola, na Índia recebe luva, bastão e uma bolinha - escreveu Elton.

O futebol é o jogo esportivo de maior popularidade mundial, mas, no segundo país mais populoso do mundo (1.282.390.303 habitantes), segundo Elton, o nível técnico tem muito que evoluir.

- O futebol está há menos de três anos entrando forte no mercado local, começando a disputar os meninos e tentando levá-los para os campos. Apesar de gostarem, estão muito longe de serem considerados bons - avalia.

Isso amplia a possibilidade da entrada de profissionais de outros países como a de Elton, para trabalhar na evolução da modalidade. Elton já atuou no Sudão, na África, onde recebeu o prêmio individual de melhor técnico do país. Atuando como jogador, teve passagem no futebol méxicano. O não-me-toquense sempre teve vontade de trabalhar na Ásia, agora está somando experiências culturais e gastronômicas que aprende no dia a dia.

- Estar participando da transformação de um país no futebol é uma recompensa pelos desafios que enfrento todos os dias aqui. Desde a adaptação ao clima, comida e milhões de pessoas que estão com pressa o tempo todo, além de estar distante da família - destaca.

Sair do Brasil é uma consequência da situação financeira da maioria dos clubes brasileiros, o que prejudica, principalmente nos clubes do interior.

- Tenho vontade de trabalhar no meu país, num clube de boa estrutura, mas no momento acho que a experiência que estou adquirindo irá me ajudar no próximo trabalho no Brasil - adianta.

Contudo, analisa que mesmo com todas as dificuldades enfrentadas em outra nação "trabalhar no futebol profissional no Brasil está cada vez mais difícil". Além de menos condições estruturais, cita os poucos exemplos de sucesso administrativo e de gestão, como o caso da Chapecoense, que subiu da 4º divisão (2009) para 1º (2013). Outra questão está nos baixos salários e a enorme cobrança por resultados.

- Tem técnicos que não ficam nem se quer um mês no clube, não tem como fazer um trabalho a médio e longo prazo - comenta.

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