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14/11/2016    Fonte: Jornal das Missões / Santo Ângelo  
GERAL
Resgatando a cultura das bonecas de pano

SANTO ÂNGELO - Desde julho de 2016, Anadir Moraes Eich, Eni Moraes, Rejane Soares, Kika Vidalis e mais outras 11 amigas, estão envolvidas na confecção de bonecas de pano, as quais estão sendo doadas em entidades de Santo Ângelo.

O projeto solidário teve iniciativa de Anadir, dona da residência onde normalmente a fabricação das bonecas acontece. Em entrevista, ela contou que a ideia surgiu quando sua filha disse que quando tivesse uma filha, faria bonecas de pano a ela, pois hoje em dia dificilmente se tem acesso a esse tipo de trabalho. "Eu logo já pensei nisso, de fazer um dia para doar para um órgão beneficente, para as crianças e nos lares", declarou.
Porém, Anadir não sabia fazer bonecas, tinha apenas alguns conhecimentos em costura, então foi quando procurou alguém que lhe ensinasse. Rejane foi sua "professora de bonecas", e hoje também participa do projeto.
Depois de aprender como uma boneca era fabricada, a fundadora do projeto entrou em contato com Eni, sua amiga, que achou legal a ideia e se propôs a ajudar. Foi então que tomou coragem de iniciar o projeto, mandou mensagens pelo Whatsapp em grupos com amigas, e todas a incentivaram e algumas aceitaram participar do grupo.
Hoje são 15 mulheres envolvidas na confecção de bonecas de pano. No início, conforme Eni, muitas participavam na confecção. Enquanto umas costuravam, outras realizavam o enchimento das peças. Hoje, Anadir, Eni, Rejane e Kika são as principais costureiras, as outras mulheres ajudam com doações de linhas, tecidos, fibras e outros materiais por conta dos horários que confeccionam e algumas não conseguem ir ao local.
As bonecas têm um tamanho médio de 25 cm, mas a pretensão do grupo é também confeccionar bonecas maiores. "A medida que vamos recebendo doações podemos fazer elas maiores. Até nós estamos fazendo ursinhos agora, pois o ursino não precisa botar muita roupa, muito enfeite, com alguns retalhos conseguimos fazer", disse Anadir.
Todas se sentem muito felizes com esse trabalho. "Estamos todas contentes com que estamos fazendo, é uma terapia para nós. Não tem coisa melhor e mais gratificante que fazer um trabalho que tu sabe que vai trazer alegria e é um prazer ver as crianças felizes com o brinquedo", declarou Anadir.
"Estamos resgatando a cultura da boneca de pano. Hoje é tão comum crianças brincando com tecnologias. E quando entregamos as bonecas, é algo que faz bem pra gente", complementou Eni.
Cada boneca tem uma cara, um estilo, nenhuma é igual à outra. "O legal é que cada criança tem a sua boneca, é personalizada, não é algo industrializado, é cada uma de um jeito. E a gente as faz com muito carinho", finalizou Rejane.



       

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